30 de mai de 2009

Eu sempre acho que o amor vai nos matar. Vai esperar o momento do sono cansado pra enfiar aquele punhal gelado em nossas carnes quentes. (que carnes quentes, meu amor!)

27 de mai de 2009

Foram os dias mais chuvosos de todos os tempos e não me pareceu que seria o fim do mundo. Ou o fim de qualquer coisa. Nem sequer começo. E confesso, foi apenas curioso estar ali tão perto e ao mesmo tempo, longe léguas. Exatamente 2.528 Km. Não tinha orgulho. Nem medo. Era só a sensação de que um dia já foi alguma coisa. Ou de que um dia não foi lá essas coisas todas. Só você que teve medo de não ser assim. Eu nem sei como é, então como eu vou eu vou te dizer? só sei.

20 de mai de 2009

A gente prometeu não casar antes dos nossos vinte anos. Nem dos trinta. Talvez dos quarenta, mas ele acha que daqui a dez anos eu vou ter meus cinco filhos e morar na casa grande cheia de bichos pra cuidar. E eu acho que as expectativas foram criadas pra não serem atendidas. Sim, porque se fosse tudo muito certinho não ia ter graça. A gente tem que se acostumar com isso.
Ananda me disse: o futuro é o futuro.
E eu ainda tento aprender isso.

17 de mai de 2009

Quando eu brigo e digo que você não pode desistir, é porque não quero mais ver ninguém desistindo do amor. Ou da possibilidade do amor, que na verdade, pode ser amor. Ou não. Tudo é fifty-fifty e eu prefiro assim do que ter zero por cento de chance de qualquer coisa bonita. E vai ser sempre desse jeito, porque a gente nunca tem certeza de nada, acredite nisso, quem tem certeza de tudo é besta, digologo. O bom mesmo é essa sensação de estar num barco em alto mar, esse frio na barriga, esse medo constante de morrer e a esperança acesa de tanto querer viver, aí a gente desce numa praia deserta, senta na beirinha d’água e simplesmente sente que é muito bom viver. Eu ainda acho que é mais válido passar por tempestades do que ficar esperando os dias passarem por falta de ter algo mais interessante pra viver. Eu só queria que você não desistisse dessa vez, não dessa vez.

14 de mai de 2009

Sobre a distância
Te trago no solado das minhas botas e te derramo em pequenos pedaços por onde ando, E em cada grão teu que eu deixo cair nasce uma gota da saudade das tuas ruas, das tuas luzes que tanto gostava de observar. Te trago no peito também, confesso. E cada palavra que derramo é uma vontade de tornar meus desejos realidade: caminhar pelas madrugadas silenciosas nas tuas ruas. Ter medo e mesmo assim continuar, porque sei que me acolhes a cada amanhecer. E mesmo que eu vá embora, sei que quando voltar, teu porto vai me receber de braços abertos.

13 de mai de 2009

De vez em quando dá pra pensar que está tudo no lugar errado. O sol nem brilha mais tanto. A chuva também não é mais tão bonita. Aquele ventinho frio que entra pela janela às 06:26 já chega a dar nos nervos e antes só me dava prazer. Ainda me dá prazer, mas é diferente. Talvez menos, talvez mais. A verdade é que não consigo mais medir nada do que passa pelo sangue. Só sei que ainda sinto enjôo com o balanço do ônibus pela manhã e que não me sinto muito feliz com isso. Nem triste. Só sinto, mas quando deito na cama e sinto cada parte do meu corpo quase em ebulição descubro que essa coisa sem nome é uma paz que anda por aqui muito pouco e por isso quase não consigo medir e chego a achar estranho, mas na verdade não é.

9 de mai de 2009

Tem sempre um baque e eu sempre acho que tentar dissolver essa angústia só piora. fica tudo mais turvo, mas eu só descubro no dia seguinte, quando eu abro o olho e descubro que tô numa cama enorme, mas que meu coração continua do tamanho da cabeça dum alfinete.

5 de mai de 2009

E penso se isso acontece mesmo, naturalmente, sabe? se as pessoas são mesmo adeptas de praticar algum tipo de perdão. Que nem a teoria de que sempre acontece algo estranho quando a gente senta naquela calçada pra sentir o vento antes de sentar no sofá e observar a catedral iluminada. E foi uma noite boa, mas que teve efeito imediato nos dois dias seguintes. Desencontros. Sono perdido. Olheiras e uma noite mal dormida que resultou num domingo estranho e quase normal, onde quase descobri o mundo todo pela tela da TV. Alguém me salve dessa vida estranha, que eu quero ser amada.