18 de out de 2009

anoitece e o sol não ilumina mais as papoulas amarelas no quintal.
Os olhos dos gatos já brilham, anunciando que a hora da caçada já se aproxima.
A lua cheia já chegou e assim meu corpo entende que é hora de ir embora.
mas há dias já anuncio esse desejo e não sei se é melhor ir de uma vez,
sem deixar recado – ‘tô indo embora, mas amo você’-
ou se a gente deve ir embora aos poucos,
ir sumindo aos pedaços pra quando se desintegrar no ar,
ninguém sinta tanto.

4 comentários:

little dreamer disse...

eu sempre opto por ir embora aos poucos. Doi menos eu acho.

Cristiano Contreiras disse...

Você sempre talentosa, abraço!

Samuel Quintans disse...

Que belo poema
Singelo
Delicado
Uma brisa
Uma fuga elegante

Parabéns pelos escritos

Cristina Santos disse...

Ai que lindo.... quando eu crescer quero escrever assim... ^^
beijos