17 de mar de 2009

Ela estava sentada no banco ao lado do banco que eu estava sentada. eu sentia apenas a brisa mexer nos meu cabelos e aliviar o calor do meio-dia. Ela parecia estar inserida em outra situação. Sorria e abria os lábios como se conversasse com outra pessoa, encaixava uma mão na outra como se alguém estivesse segurando sua mão e sorria levemente quando fazia isso e parecia plenamente feliz, ali sentada no banco, sentindo a mesma brisa que eu sentia e eu tive certeza que ela, cega, enxergava muito mais que eu.

7 comentários:

Maria Fernanda disse...

Um amor imaginário, que aquece corações.

Felipe Attie disse...

Lindo. Gosto do formato dos seus textos: braves , leves e marcantes. Continue...
Até...

disse...

Nossa, muito lindo. Muito leve e sutil, porém marcante. Continua assim, moça!

Madame Morte disse...

E a certeza que ela continua com frio.Sinto falta de calor humano.De cheiro de gente.E de inventar gente.De inventar amor.De inventar ódio.Ela, cega ou não, é infeliz sempre que se lembra que apenas inventa.Certeza.

Niña disse...

Lindo Diana...

=)

Wagner Marques disse...

que imagens ternas!

Davi disse...

Alguem comentou acima que está lindo, e se eu discordar acho que mereço castigo. Belas palavras, na forma e no conteúdo!
Abraços.