31 de out de 2008

Quanto mais acho que vai dar certo, sai errado. E pode ser que seja um mau presságio. Deve ser. Pode ser, mas que seja alguma coisa. Que esse silêncio seja quebrado pra que não haja uma cortina de infinitas possibilidades por dentro. Porque ando com um pergaminho de palavras desajeitadas e perguntas sem resposta e carregar isso debaixo da pele ainda dói. E desconfio que vá doer pra sempre. Essas dúvidas são doloridas mesmo. Como a unha encravada, o pedaço de vidro entre os dedos do pé... mas é inevitável se viver com isso e um dia o vidro sai, a unha sara e o coração descansa. Um dia.

27 de out de 2008

Eu tenho um mundo todo pra limpar, espanar, passar o pano e enfim observar o resultado de tanto trabalho, mas aquela coisa não sai do pensamento. Essa coisa que eu tento expulsar agora mesmo nessas tortas linhas. Com pensamentos tortos, a coluna doendo e os olhos ardendo de sono eu me vi com doze anos. Pronta pra explodir e ver o mundo todo cheio de mim. Diana Valentina em micro pedacinhos de carne e sangue. E ainda canto que a vida é um moinho. Pobres meus sonhos tão mesquinhos,

25 de out de 2008

Cortou os pulsos e só depois lembrou que a morte era algo impossível para si. Ficaria ali naquele canto da sala, derramando o sangue até o dia amanhecer, como sempre. Insônia pós-morte e pré-vida. Se existir. Se não existir, tudo bem, ela acorda no outro dia e bebe um café forte que dá dor no estômago e segue com a vida. Porque a dor do estômago ela pode sentir.

18 de out de 2008

A água sempre vem quente nesse horário. 14h36min. Dia desses alguém estava perto de mim falando sobre essa mania de tomar banho sem pensar no banho, pensar sempre no que vem depois. Tipo, o ônibus lotado, a aula monótona, etc. desde desse dia quando me pego embaixo do chuveiro pensando nas coisas que vem logo em seguida, desacelero o banho e começo a pensar em coisas mais agradáveis como a água passando pelo corpo e aliviando esse calor que se faz presente ainda mais nesses dias de outubro. E tem dias que nem me importo com ele, o calor. Prefiro me concentrar nas veias do corpo humano. Nas pequenas revoluções populares e na organização do espaço geográfico, porque nesses últimos dias tem feito mais sentido do que qualquer outra coisa que eu tenha sentido aqui por dentro. “O sul, a sorte, a estrada me seduz.”

13 de out de 2008

estou repensando tudo. estou observando mais uma vez. procurando algo que não deveria. mas não passa de um detalhe.

8 de out de 2008

estou criando paciência. criando um monte de outras coisas dentro de mim.