25 de out de 2008

Cortou os pulsos e só depois lembrou que a morte era algo impossível para si. Ficaria ali naquele canto da sala, derramando o sangue até o dia amanhecer, como sempre. Insônia pós-morte e pré-vida. Se existir. Se não existir, tudo bem, ela acorda no outro dia e bebe um café forte que dá dor no estômago e segue com a vida. Porque a dor do estômago ela pode sentir.

2 comentários:

Carla di Espatódea disse...

caramba. lembrou aquele poema onde o Pessoa fala: "...na dor lida". poeticamente doloroso. uma delícia d ler.

Diana Valentina disse...

é.
na dor.