6 de dez de 2015

Carta a um amigo

A cidade ainda é meio estranha. Não tenho meus amores por perto. sigo trilhando um caminho que nem sei se devo, mas sigo. é errado? Sinto tata falta do meu canto, das minhas pessoas. Já não sou a mesma e ainda canto em casa sozinha, ao som de músicas que tanto gosto e esqueço às vezes.
Minha pele dói. Três anos depois e eu aqui novamente escrevendo sobre uma dor que não consigo descrever. Descrevo como lido com ela e muito mal. Mal escrevo e mal lido. 


29 de abr de 2012

um dia de cada vez.
um amor e cada vez.
uma vida de cada vez.

tenho calma.

19 de nov de 2011

'Levante-se' dizia a voz dentro da sua cabeça, mas
naquele exato momento não era o que ela gostaria de ouvir.
De mais valia seria saber que o mundo se desitegraria em alguns minutos,
extinguindo pra sempre aquela dor.




17 de nov de 2011

Tem dias que a vida quer porque quer te colocar no chão, mas
tem um detalhe; eu não deixo.

30 de jun de 2011

estranho achar que a gente sabe tudo.
o certo é acreditar que a gente não sabe de nada.

13 de jan de 2011


Todos os dias pela manhã tem a mesma sensação de finitude do mundo. Da vida.
No resto das horas não consegue definir se vive ou se flutua.

2 de dez de 2010

tenho trazido comigo todas as minhas malas.
as antigas e as novas.
tudo que tenho acumulado nesses anos estranhos,
pares ou ímpares anda comigo.
não é medo nem apego, é só uma maneira pesada de
lembrar quem sou todos os dias.

5 de nov de 2010

quando você quer rasgar o peito em dois
e contar o que passa lá dentro,
ninguém te ouve.

3 de set de 2010

alguém disse que eu viria pra essa vida danificada.
e eu vim.

25 de jun de 2010

estou trazendo toda aquela felicidade
que há tempos era impedida de se manifestar.
hoje não, hoje solto risos verdadeiros
e meu coração é tão tranquilo
quanto esse céu azul que vejo da janela.